Água Verde: (41) - 3020-7800

Confira três passos para descartar corretamente o seu lixo

Descarte do lixo é apenas a ultima etapa na cadeia da sustentabilidade dentro dos condomínios. Reduzir e reutilizar muitas vezes é mais importante que reciclar.

Confira três passos para descartar corretamente o seu lixo

Atualmente, cerca de 84% da população brasileira reside em área urbana. Só em São Paulo, maior cidade do país, aproximadamente quatro milhões de pessoas vivem em condomínios.

E esse processo de verticalização tem provocado sobrecarga em diferentes setores da cidade, entre eles o sistema de saneamento, geração de luz, de transporte e o de coleta e destinação de resíduos.

Segundo dados do Panorama Nacional de Resíduos Sólidos, realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), houve um aumento de 29% na geração de resíduos no período de 2003 a 2014.

De acordo com o estudo, cerca de 30 milhões de toneladas de lixo por ano não possuem destinação adequada.

Atento a esse grande desafio que é observar toda a cadeia de produção do lixo, que vai desde a sua geração até a destinação final, foi sancionada, em agosto de 2010, a Lei Federal 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em essência, a maior contribuição da referida lei é o conceito de “responsabilidade compartilhada”, ou seja, a atribuição de incumbências tanto para o poder público, como para empresas geradoras de resíduos e consumidores.

Em suma, agora a população consumidora de diversos produtos com embalagens recicláveis (isopor, garrafas Pet, papelão…) deverá, também, fazer o seu papel.

Grandes geradores de lixo, os condomínios começam a despertar para a importância da destinação correta dos lixos orgânicos, recicláveis e especiais. Diversos edifícios já contam, inclusive, com o seu próprio Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).

Embora o síndico seja o responsável pela elaboração do plano para coleta seletiva dentro do condomínio, e conscientizar os condôminos da importância da separação dos rejeitos, os moradores também precisam fazer a sua parte.

Um consumidor consciente e preocupado com o meio ambiente observa três estágios na hora de compra, usar ou destinar uma embalagem.  

1- Primeiro: o momento da compra

Quando você vai ao mercado, além do produto você também adquire uma embalagem. Portanto, dê preferencia para recepientes recicláveis e, se possível, como em casos de bebidas, as retornáveis são as mais ambientalmente corretas já que não são descartadas.

Só compre aquilo que você realmente precisa e procure evitar a utilização de sacolas plásticas. Muitos mercados hoje em dia passaram a adotar o transporte das compras por meio de caixas de papelão. Se o mercado a disponibiliza, procure utilizá-las.

2- Segundo: o uso do produto

Após a retirada do produto da embalagem, ou o seu uso, não basta jogá-la no lixo. É importante que ao terminar de consumir o conteúdo se retire toda a sobra para não contaminar os demais recicláveis, evitar o mau cheiro e a atração de ratos e baratas. Caso a embalagem esteja muito comprometida, o mais indicado é que seja descartada junto com o lixo comum.

3- Terceiro: o descarte

Observe que quando falamos sobre reciclagem e destinação correta de lixo, o descarte é apenas o último ato de todo um ciclo que começa pela redução, passa pela reutilização e, por fim, a reciclagem.

Dentro do apartamento é importante que se tenha duas latas de lixo. Uma para os resíduos orgânicos e outra para os recicláveis (sólidos). Não se preocupe em separar os recicláveis por tipos e lavá-las. Só lembre-se de retirar todo o resíduo orgânico da embalagem. Após a retirada do lixo do interior do apartamento, observe os pontos de coleta indicados pelo condomínio e deposite o reciclável.

Não deixe de orientar os demais moradores sobre a importância do consumo consciente, da reutilização e da reciclagem das embalagens. Dessa forma, você estará garantindo um ambiente saudável e exemplar para os que ali convivem e cuidando do futuro do planeta.

Veja nossos formulários sobre a correta destinação de embalagens:

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br/